domingo, 20 de abril de 2008

Aborto simbólico

Perdi.

Sim, perdi.
Disputei, lutei, briguei e perdi.
Fora em vão? Não sei. Foram horas e sonhos perdidos? Também não sei.

Estava em pleno sonho de sementes e fui bruscamente puxada pelos braços ao chão de madeira. Sementes? Sim, sementes. Um sonho de coisas que estão por vir, como sementes. Madeira? Sim, madeira. Um chão de sementes antigas já crescidas e postas em prática. Ou melhor.

Estava em pleno útero de mundo fantástico e fui pega pelo aborto.

O próprio ato de sonhar é vida, assim como o de não sonhar é morte.

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